Fotogaleria Vilar de Mouros 2025 – 3º Dia
O CA Vilar de Mouros ainda nem terminou e já é certo afirmar que este foi o melhor dia do festival. A curadoria deste dia foi exímia e uma lição de hardcore punk por parte dos Refused que todos precisam e poucos sabiam. Deram o que será provavelmente o seu último concerto em Portugal, visto que esta é a sua última tour. E que privilégio foi vê-los aqui. Estes suecos deram O concerto desta edição, e isto é indiscutível para qualquer conhecedor de música.
De igual forma, parabenizamos as restantes bandas e mostramos com orgulho o seu registo fotográfico aqui. Menos dos Papa Roach, que subestimam ser uma one hit band e por isso, não permitiram fotografias à maioria dos meios de imprensa mas, ironicamente, acabaram por surpreender mais do que muitos esperavam (mas nada do calibre de Refused). No artigo final, contaremos em detalhe porquê. Para já fiquem com esta reportagem fotográfica do nosso Bruno Ferreira (BJSF_Photography) e todas têm DIREITOS RESERVADOS.
Refused
O MELHOR CONCERTO DESTA EDIÇÃO #AceitemQueDóiMenos
Triggerfinger
Paulo Ventura (organização), diz-nos que todos os festivais têm uma banda fetiche, e estes belgas do rock, são a dele. Confirmando assim a primeira banda para 2026. – Ok, Paulo. Mas ainda queremos uma confirmação como Queens of the Stone Age…
Vilar de Mouros é, por natureza, um festival com uma forte dimensão saudosista. Uma parte significativa do público acompanha-o desde os anos 90 e início dos 2000 (pelo menos). É fundamental que a organização entenda que a chamada “renovação de público” não pode, nem deve, seguir o mesmo caminho de eventos como o Sudoeste ou o Paredes de Coura.
Este não é apenas um festival de “velhos”; é um encontro intergeracional, onde cabem famílias inteiras e também millennials que procuram, com entusiasmo, bandas old school e verdadeiros ícones da música.
Essa geração nascida nos anos 80 e 90 também já é fiel ao espírito autêntico de Vilar — um festival enraizado no campo, com identidade própria e, acima de tudo, com alma nortenha. Nas próximas edições, será crucial que a organização saiba investir neste legado, destinando verbas para reforçar aquilo que torna este festival único.
Hybrid Theory
Tendo em conta que em 2004, o Rock in Rio foi o principal responsável pela escassez de pessoas em Vilar. Este ano, o festival minhoto podia ter aproveitado para se vingar e dar aos “Linkin Park Tugas” um horário mais tardio, onde fumo, fogo e confetis fariam justiça ao espetáculo.
Teria sido a oportunidade perfeita para que, no próximo ano, quando o RiR trouxer a banda original, os haters pudessem dizer — em tom de incel grunho — que a versão nacional tinha sido melhor. Mas não o fizeram, e relegaram o wannabe Chester e Co. para as 19:20h. Ainda assim, cumpriram a missão: entreteram a plateia, fizeram-nos cantar Linkin Park a plenos pulmões e provaram que, mesmo sem grandes artifícios e ainda com o sol alto, a nostalgia sabe sempre bem.
Girl Scout
É sempre injusto ver femmes relegadas para os primeiros horários, perante um público ainda reduzido face ao talento que trazem. Entre todas as formações de abertura destes quatro dias, foram as GIRLBAND! — no segundo dia — quem mais surpreendeu e conquistou, deixando claro que merecem ser ouvidas muito para além do palco de Vilar de Mouros.
O terceiro dia destacou-se como o mais intenso desta edição, com concertos que deixaram memória e algumas surpresas que dificilmente serão esquecidas. Entre energia, música e momentos de partilha, mostrou-se o que Vilar de Mouros sabe oferecer de melhor. Agora, resta apenas viver o último dia e acompanhar o fecho de mais uma edição que já deixou a sua marca.
Texto: Ana Duarte
Fotografia: Bruno Ferreira
